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Perfume do campo |
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A s tesouras aparentes, o assoalho em madeira,
as amplas janelas e os tons marcantes evidenciam o estilo colonial
desta casa de fazenda, em Ribeirão Preto. Refúgio
da família nos finais de semana, a propriedade, de 2,6
mil metros quadrados, precisava ter a casa ampliada para proporcionar
mais conforto aos proprietários, que recarregam as energias
ali, em meio à paisagem nativa da região. Apaixonados
pela atmosfera tranquila das casas de campo, os donos da fazenda
desejavam, acima de tudo, conforto. Além disso, o projeto
não deveria interferir no estilo adotado para a ambientação.
Foi nesse momento que encomendaram à arquiteta Dulce
Ferraz o projeto de reforma. “A casa deveria ganhar em
amplitude, mas sem sofrer muitas interferências na arquitetura
existente”, conta a profissional, que decidiu aumentar
a área Para valorizar o estilo colonial, as janelas receberam
esquadrias brancas e molduras verdes, além de venezianas
azuis. O sofá vermelho compõe com as poltronas
em fibra natural e a mesa em madeira ebanizada. Todos os móveis
e os objetos são da Casa Verão. O tapete é
Gaia íntima, agora com sete quartos. Para agregar frescor
aos espaços, Dulce inseriu peças novas ao mobiliário
e ao mesmo tempo valorizou a concepção original,
carregada de memórias. Protagonista da reforma, a cartela
de cores usada em acabamentos, móveis e objetos deu cara
nova à decoração. Na sala de jantar, o
teto ganhou listras em verde e branco, enquanto o móvel
antigo recebeu um inesperado tom cítrico. Já no
corredor para os quartos, o amarelo nas paredes destaca as reproduções
das gravuras de Debret. “Para agregar valor ao estilo,
a varanda da frente recebeu detalhes em madeira que remetem
às antigas fazendas”, detalha a arquiteta. Itens
escolhidos sob medida, como o lustre de ferro do quarto do casal,
reforça a identidade dos ambientes, que recebem os proprietários
com conforto. |
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