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| EDITORIAL |
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A
personalidade da casa
Casas são como pessoas. Tem personalidade. E isso é
coisa que se sente numa primeira olhada. Tem casas alegres, descontraídas,
que nos recebem bem. Nestas, se tem a sensação que ninguém
vai achar estranho se você tirar os sapatos. Outras, são
formais, certinhas e bem arrumadas, do tipo que você senta na
pontinha do sofá pra não amassar a almofada. Tem aquelas
mal humoradas, escuras e fechadas onde você nem senta, acha
melhor mesmo ficar em pé o tempo todo. E perto da porta, pra
garantir uma rota de fuga. Tem casas que são românticas,
sedutoras, ou práticas e distantes. Tantas quantas são
diferentes as personalidades das pessoas, tambem existem seus equivalentes
nas casas que conhecemos. Mas ao contrário do que normalmente
imaginamos, nem sempre a casa espelha a personalidade do dono. Já
conheci casas sisudas de pessoas extremamente alegres e o contrário
também. Acho que isso acontece quando simplesmente se importa
uma ideia que deu certo em algum lugar para outro totalmente diferente.
Não dá certo. O resultado quase sempre é uma
casa que não se encaixa na pessoa e uma pessoa que não
se encaixa em sua própria casa. Por isso, a melhor receita
ainda é a mais antiga: paciência. Fazer tudo com calma,
deixar a casa surgir e se mostrar para os donos. Testar cores, texturas,
acabamentos e ter em mente que nem sempre a última tendência
é a melhor para a sua sala. Às vezes, o melhor é
o móvel antigo com um design inabalável ou a peça
herdada da casa da tia. A casa que é a capa desta nossa edição
é um bom exemplo disso, atemporal, sem modismos e de temperamento
forte, mas ao mesmo tempo suave e aconchegante. Assim como as outras
seis casas ou apartamentos, todas têm um jeito de coisa perene,
feitas para durar e para que as pessoas se sintam bem nelas. Aproveite
o nosso editorial e escolha qual a personalidade dominante na sua
vida e na sua casa e deixe isso transparecer no seu espaço
de morar. Boa leitura! |
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